Amistad - 1997

Em torno de 1750, John Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios faziam o primeiro percurso de sua viagem da Inglaterra, quase vazios, até a costa africana. Lá os chefes tribais entregavam aos europeus as "cargas" compostas de homens, mulheres e crianças, capturados nas invasões e nas guerras entre as tribos. Os compradores selecionavam os espécimes mais finos, e os compravam em troca de armas, munição, licor, e tecidos. Os cativos eram levados à bordo, e preparados para o "transporte". Eram colocados lado a lado, fileira após fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente com até 600 "unidades" de carga humana, e então acorrentados abaixo das plataformas para impedir suicídios.

Os capitães procuravam fazer uma viagem rápida, esperando preservar ao máximo a sua carga; contudo, a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram jogados ao mar. Uma vez que chegavam ao Novo Mundo, os escravos eram negociados por açúcar e o melaço, para manufaturar o rum, que os navios carregariam de volta para a Inglaterra.

John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século 18. No mar, em uma de suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e afundou. Newton ofereceu sua vida à Cristo, achando que iria morrer. Após ter sobrevivido, ele se converteu e começou a estudar para ser pastor. Nos últimos 43 anos de sua vida ele pregou o evangelho em Olney e em Londres. Em 82, Newton disse: "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande salvador!"

No túmulo de Newton, lê-se:
"John Newton, uma vez infiel e libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso senhor e salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muitos por destruir."

Este filme baseado na história real de negros africanos traficados pelo navio espanhol La Amistad em 1839 de Steven Spielberg mostra muito bem essa triste realidade.



Costa de Cuba, 1839.

Dezenas de escravos negros capturados por tribos de outros negros e vendidos aos mercadores de esravos se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad.

Eles ocupam todo o navio e matam a tripulação, deixando apenas dois espanhóis vivos, para levar o navio de volta para África. Os espanhóis temendo por suas vidas quando chegassem em terras africanas, mudam a rota e direcionaram La Amistad para os Estados Unidos da América, onde novamente os negros foram aprisionados e tornaram-se também réus em um dos julgamentos mais comoventes sobre a questão da escravidão.

Baseando seu discurso na Declaração da Independência dos Estados Unidos da América que assegurava igualdade e liberdade entre todos os homens, o ex-presidente americano John Quincy Adams com êxito, garante a liberdade dos réus, reconhecendo que eles haviam se rebelado contra aqueles que os privaram de uma condição natural de liberdade.

Produção: Colin Wilson, Debbie Allen, Steven Spielberg
Fotografia: Janusz Kaminski
Trilha Sonora: John Williams





Human

"Eu sonhei com um filme em que o poder das palavras entram em ressonância com a beleza do mundo. O filme relata as vozes de todos aqueles, homens e mulheres, que me confiaram suas histórias. E torna-se o seu mensageiro".
Yann Arthus-Bertrand
Human - Trailer Oficial
   
Um filme com histórias e imagens de nosso mundo capaz de criar uma imersão nas profundezas do ser humano.

Através dos testemunhos reais de pessoas de vários países, cheios de amor, felicidade, ódio e violência, Human nos confronta com o Outro e remete-nos a pensar em nossas próprias vidas. Desde a mais trivial história da vida cotidiana, até a mais surpreendente...

Depoimentos comoventes nos lembram o que somos... desde a nossa parte mais sombria, até o que temos de mais belo e humanitário.

Com histórias permeadas de imagens belíssimas de nosso planeta, que nos oferecem momentos de respiração e introspecção.

O que nos torna humanos?
Será por que amamos, por que brigamos?
Por que rimos?
Por que choramos?
Nossa curiosidade?
A busca pela descoberta?

Impulsionado por essas perguntas, o cineasta e artista Yann Arthus-Bertrand passou três anos coletando histórias da vida real de 2.000 homens e mulheres em 60 países.

Trabalhando com uma equipe dedicada de tradutores, jornalistas e cinegrafistas, Yann capta profundamente histórias pessoais e emocionais de temas como o amor, a alegria, a tristeza, a esperança, a pobreza, a guerra, a homofobia, o futuro de nosso planeta... nos faz refletir sobre nós mesmos, o sentido da vida e o futuro da humanidade.

Human .1 
O amor, as mulheres, o trabalho e a pobreza.

Human .2 
A guerra, o perdão, a homossexualidade, a família e a vida após a morte.

Human .3 
A felicidade, a educação, a deficiência, a corrupção e o sentido da vida.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...