Oblivion



Planeta Terra. Ano 2077.

Um mundo pós-apocalíptico. Alienígenas, em confronto com os humanos, destroem a lua. Fenômenos da natureza – terremotos, tsunamis – destroem grande parte do planeta. Os alienígenas invadem o que restou. Mais uma vez o homem se defende com armas nucleares. "Ganhamos a guerra, mas perdemos o planeta."

Um programa de remoção de memória é instituído. Os sobreviventes são levados para uma base em Titã, uma das luas de Saturno.

Na Terra, permanecem Jack Harper (Tom Cruise) e Vika (Andrea Riseborough) realizando manutenção e garantindo o funcionamento dos “Drones”, máquinas mortíferas usadas no patrulhamento do que restou da Terra contra os Saqueadores e das máquinas que extraem os recursos naturais terrestres e os transformam em energia para ser utilizada na nova colônia humana.

Jack age de acordo com suas emoções, enquanto Vika permanece centrada em sua missão.
Jack é quem desce até a Terra, enquanto Vika permanece na base instalada no alto, nas nuvens, servido de apoio e proteção a Jack.

Esta é a base do filme, que consegue nos surpreender até o final.
Caminhamos junto ao protagonista na descoberta dos fatos que lhe foram apagados da memória, e que vão surgindo na forma de sonhos, às vezes perturbadores, pela possibilidade de serem lembranças de sua vida na Terra.

Uma coisa é certa, nada é o que parece ser. 

Trailer



O visual do filme é de uma riqueza fascinante. A Terra devastada é mostrada em cenários deslumbrantes, construções futuristas, paisagens do planeta devastado, o design das roupas e veículos, tudo impecável.

Conta também com um elenco de peso, e consegue prender a atenção até o último instante.

Por trás da ficção científica, temos um romance e uma abordagem filosófica sobre a identidade do homem como ser pensante e inteligente. Imagens simbólicas revelando aspectos da evolução do homem, sua racionalidade, a criação de uma cultura, a construção e destruição de uma civilização, o fim da humanidade. A capacidade criadora, a evolução através da cultura, expressadas pela relação de Jack com a literatura e a música. A coragem da resistência às adversidades e a superação do medo.

Emoção versus razão são colocadas sutilmente nas cenas. Vika – racional – vive nas nuvens, enquanto Jack – pura emoção – vive com os pés na terra. A beleza dos cenários de uma Terra destruída, e um oásis de terra fértil e cheia de vida onde Jack constrói seu lugar especial, onde sempre desejou viver ao lado de sua esposa até envelhecer. O amor pela terra e a vontade de ficar, mesmo achando que ali não haveria a possibilidade de sobreviver.

Sem dúvida, um filme que não pode deixar de ser assistido. O visual do mundo pós-apocalíptico e a abordagem filosófica sobre a identidade humana merecem destaque, porém, alguns fatos permanecem sem explicação, deixando furos na história, mas isto não o desqualifica de forma alguma. É reconhecido todo esforço de uma história interessante que, antes de tudo, tem pretensão de nos encantar, entreter e nos levar a questionar a humanidade.


Joseph Kosinski
Oblivion
 
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Joseph Kosinski, Karl Gajdusek e Michael Arndt
Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolay Coster-Waldau, Melissa Leo, Zoe Bell.
 
Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolay Coster-Waldau, Melissa Leo, Zoe Bell

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