Sinopse
Em 1988, o ditador chileno Augusto Pinochet, diante da pressão internacional, convoca um referendo sobre o seu mandato. Os líderes da oposição convencem o jovem publicitário René Saavedra (Gael García Bernal) a liderar sua campanha. Com pouquíssimos recursos e permanente vigilância dos guardas de Pinochet, Saavedra e sua equipe criam um audacioso plano para vencer a eleição e libertar seu país da opressão.

Diretor: Pablo Larraín
Pablo Larraín
Elenco: Gael García Bernal, Alfredo Castro, Antonia Zegers, Luis Gnecco
Produção: Daniel Marc Dreifuss, Juan de Dios Larrapin, Pablo Larraín
Roteiro: Pedro Peirano
Duração: 110 min.
Ano: 2012
País: Chile, França, EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: Canana Films / Fabula
Classificação: 14 anos

Gael García Bernal, Alfredo Castro, Antonia Zegers, Luis Gnecco


No - Trailer legendado

 


Filme que encerra a trilogia do diretor chileno Pablo Larraín , de 35 anos, sobre a ditadura no país - Post Morten que trata do golpe em 1973 e Tony Manero, do período de maior repressão, 1978.
Em No, o diretor relembra o plebiscito ocorrido em 1988, que questionava o povo quanto a continuidade do governo de Augusto Pinochet, através de um publicitário de sucesso convidado a cuidar da campanha pelo “Não”, pedindo a saída definitiva de Pinochet

Desde o golpe militar que depôs o presidente Salvador Allende em 73, o Chile viveu um dos seus períodos mais sangrentos e autoritários, o comando do General Augusto Pinochet. Em 1988, pressionado pelo resto do mundo, Pinochet anuncia um plebiscito para decidir se continuará ou não no poder. A oposição tem então a difícil missão de convencer o povo a dizer não para um governo totalitário que deu ao Chile estabilidade econômica.
O enredo tem como base o marketing publicitário que levou ao fim o regime de Pinochet.
René Saavedra (Gael García Bernal) vive um publicitário de sucesso convidado a cuidar da campanha pelo “Não”, pedindo a saída definitiva de Pinochet do seu cargo.
Seu chefe, partidário do então presidente, assume a campanha pelo “Sim” e a partir daí o filme mostra o contexto histórico e social da época através desta corrida publicitária.
René cria uma propaganda política que é baseada na alegria. Uma campanha contra o ditador chileno utilizando elementos como arco íris e piqueniques para sustentar seus argumentos. Um jingle grudento e cores vibrantes acabam derrubando Pinochet, pelo menos no filme.
As cenas dominantes tratam do processo imaginativo que deu origem à campanha de propaganda favorável ao “No”.

O filme não busca se posicionar entre mocinhos e bandidos, lado bom, lado ruim, mas sim em demonstrar como pessoas “normais” tiveram que passar por cima de seus medos e preconceitos para conseguir chegar ao mesmo objetivo.
Analisa a forma como os dois lados (Si e NO) se organizam e como foram as campanhas.
Apresenta o dilema que é envolver, convencer e alinhar o discurso de pessoas que querem as mesmas coisas, porém de formas diferentes.
Mais do que apresentar o aspecto político das campanhas, ele apresenta os dramas que envolveram um momento histórico como o que foi. Pára isto, a direção usa várias imagens de registro dos anos 80, com muita intensidade e ritmo, prendendo a atenção até o final.
Apesar de já sabermos o resultado final do plebiscito, o filme consegue trazer a emoção não apenas dos personagens, mas o que significou aquele momento, para o país e para a população.
Em 5 de outubro de 1988, os chilenos foram às urnas e com o resultado de 44,01% para o “Sim” e 55,99% para o “Não”, ele se vê obrigado a deixar o poder.

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