Indomável Sonhadora, Beasts of the Southern Wild (2012)



Sinopse: Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) é uma garota de seis anos de idade que precisa aprender os caminhos do amor e da coragem, em meio à saúde frágil de seu pai e do alagamento do lugar onde vive. 

Ganhou no Festival de Cannes o prêmio Câmera de Ouro
(direcionado a diretores estreantes).
 


Titulo Original: Beasts of the Southern Wild
Diretor: Benh Zeitlin
Benh zeitlin
Produção: Michael Gottwald, Dan Janvey, Josh Penn
Roteiro: Lucy Alibar, Benh Zeitlin
Fotografia: Ben Richardson
Trilha Sonora: Dan Romer, Benh Zeitlin
Duração: 93 min.
Ano: 2012
País: EUAGênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Journeyman Pictures / Cinereach / Court 13 Pictures
Elenco: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Levy Easterly, Lowell Landes, Gina Montana 



Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Levy Easterly, Lowell Landes, Gina Montana

 

Indomável Sonhadora, Beasts of the Southern Wild - Trailer


 Produção independente do cinema americano com elenco composto por atores não profissionais, do estado da Louisiana, onde é filmado. 
Fala sobre a pobreza, a desigualdade social e a marginalidade, onde dureza da vida é o tema central.


Retrata a vida pela visão de uma garota de 6 anos de idade Hushpuppy (Quvenzhané Wallis), bem marcado pela câmera tremida e em ângulos de filmagem que fogem do comum.

Hushpuppy vive em uma comunidade miserável batizada de ‘A Banheira’, fora dos grandes muros de contenção, na periferia de uma cidade, juntamente com seu pai Wink (Dwight Henry).

A comunidade tem suas próprias leis.
Vivem do que podem colher da terra.
São livres. Um povo simples e feliz, em meio a natureza, animais, e muito, muito lixo e sucata.
Não se deve chorar pelos que já se foram, e ninguém deve ter pena de si mesmo.
A maior preocupação de suas vidas é a chuva que, sem ter para onde escoar, pode causar uma grande inundação e matar a flora e a fauna da região.

Órfã de mãe, com pai alcoólatra e doente, vive em um mundo imaginário.
Sua relação com o pai é um dos pontos marcantes do filme. Os dois se amam. Isto fica bem claro. Mas, o modo como o pai tenta passar força para a filha é tocante, para que ela sobreviva depois de sua partida. Nota-se um ar de melancolia no rosto de Wink a cada agressão física e psicológica, a cada ‘não chore’, a cada ‘você é forte’ para fazê-la entender.
Com isto, ela aprende que para sobreviver tem que ser forte, tem que ter coragem, mas não pode perder a ternura e nem o respeito pelo próximo.
Aprende que o mais forte cuida do mais fraco, e que a comunidade é sua família, e que a família é importante e está acima de tudo.

Sua escola e das outras crianças não é uma escola convencional, onde se aprende a ler e escrever. É a escola da vida, onde se aprende a lei da sobrevivência.





No meu entender, o filme faz uma reflexão sobre o crescimento psicológico do ser humano, no caso, Hushpuppy.


Em sua imaginação, imensos animais, uma espécie de porco peludo e com chifres, que devora crianças na frente de pais e mães, estão a caminho para devorá-la. E ao chegarem, ela os encara, de frente. Vejo como se esses animais fossem as adversidades da vida. Quando ela consegue encará-los, ela está pronta para sobreviver e enfrentar qualquer obstáculo, mesmo sem a ajuda do pai.



Depois da tempestade, a superfície das águas é calma, e esconde todo o lixo e sucata (as sombras), ficando somente a mata limpa e exuberante da região. Estoura-se então o muro de contenção, e todo lixo, lama e sucata tornam a fazer parte da paisagem.
À medida que trazemos a sombra à tona, recuperamos partes reprimidas de nós mesmos.

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