A Megera Domada - The Taming of The Shrew, 1967




O filme A Megera Domada, The Taming of The Shrew 1967, de William Shakespeare, com Elizabeth Taylor, Richard Burton e Michael York, tem como tema central o casamento, a guerra dos sexos e as conquistas amorosas.

William Shakespeare retrata a alma feminina e sua paradoxalidade. Uma historia clássica sobre o posicionamento feminino e masculino, com os encantos da comédia romântica.

Mulheres! Inspirem-se nestas sábias palavras escritas por Shakespeare.
Dedico este pequeno trecho de A Megera Domada, a todas as mulheres, e homens, que desejam ter um relacionamento pleno, saudável e feliz.

Petrúquio diz:
 "- Grúmio. Vai falar com a sua senhora.
Diga-lhe que ordeno que venha aqui." 

 
 - Lá vem ela.
- Deve estar a brincar.
- Não irei.
-Vergonha! Que vergonha!
-Não faça essa cara ameaçadora, nem lance olhares de desdém que irão ferir seu senhor, seu rei, soberano e governante.
Maculam-lhe a beleza como a geada queima os prados.
Seu marido é seu senhor, sua vida, guardião, cabeça e soberano;
O que cuida de você, e por esse cuidado entrega o corpo ao trabalho árduo na terra e no mar,
Velando de noite, em tempestades, de dia, ao frio, enquanto você fica no calor do lar, a salvo e em segurança;
Não pede outro tributo de suas mãos senão amor, beleza e verdadeira obediência;
Paga bem pequena... Para tamanha dívida.
O mesmo dever que liga o vassalo ao seu príncipe, deve a mulher a seu marido.
E quando ela é caprichosa, embirrenta, dada a mudezas, azeda, e não obedece á vontade dele,
Que é ela senão uma rebelde insatisfeita, e traidora ingrata do seu marido amantíssimo?
Que vergonha, mulheres tão tolas que dão guerra quando deviam pedir a paz.
Ou que querem poder, supremacia e mando, quando estão destinadas a servirem, amarem e obedecerem.
Por que razão... são os nossos corpos frágeis, fracos e macios, inaptos para o trabalho e os tormentos do mundo, senão porque nossas débeis faculdades se harmonizam com as partes externas?
Vá, vermes rebeldes e incapazes.
Venha.
Tive tanto gênio como você.
O coração igual e a razão talvez maior, de pagar o mal com o mal.
Mas agora vejo que nossas lanças são apenas palhas.
Venha, ponde a mão debaixo dos pés de seus maridos.
Como símbolo do meu dever, se o meu quiser, minha mão está pronta.
Faça o que lhe aprouver.
- Isto é que é uma mulher!
- Anda, Kate, me dê um beijo!
Ganhei a batalha que ainda irei travar, e sendo eu o vencedor, que Deus lhe dê... Boa-noite!


























































A Menina Que Roubava Livros – The Book Thief

Alemanha, Fevereiro de 1938.
Adolf Hitler disseminava sua teoria racista, o preconceito e a hostilidade contra judeus baseada no ódio contra seu histórico étnico, cultural e religioso, na sua forma mais extrema, difamando-os como um grupo inferior e negando a eles qualquer direito como ser humano. As pessoas contrárias a este pensamento eram consideradas comunistas, e recebiam o mesmo tratamento. O medo e a fome, uma constante. A Morte... Era seu principal aliado.

Neste cenário, conhecemos Liesel, uma garota com um grande coração, e viajamos com ela em sua história de vida, onde ela aprende a pensar por si mesma e a preservar a sua humanidade, através da leitura.

Um filme emocionante, envolvente, ótima fotografia e atuação dos atores. Mostra o outro lado do Nazismo e da Guerra, o lado das pessoas que viviam na Alemanha, e as diferenças sociais bem marcantes – a vida levada pelo prefeito da cidade, amigo de Hitler, e das pessoas comuns. Um filme que superou a minha expectativa.

Não deixe de assistir, nos Cinemas, ou on line

Trilha Sonora do Filme A Menina Que Roubava Livros – John Williams

Era uma vez, um fantasma de um garoto que gostava de viver nas sombras para não assustar as pessoas.
Ele estava ali à espera da irmã que ainda estava viva.
Ela não tinha medo do escuro, porque ela sabia que seu irmão estava lá.
Quando a escuridão chegava em seu quarto à noite, ela contava para o irmão sobre o dia.
Ela o lembrava de como era a luz do sol tocando a pele e como era a sensação de respirar. Da neve caindo na pele e na língua...
Isso a lembrava de que ainda estava viva.
Trecho de uma história contada por Liesel




Black Swan - O Cisne Negro



Black Swan é um convite a viajar pelo universo psicológico de Nina Sayers (Natalie Portman). Cercada por excessos, ultrapassa o limite da consciência saudável e incorpora o personagem. O Lago dos Cisnes, a peça que Nina tanto almeja interpretar, trata do conto sobre a princesa Odette transformada em cisne branco que almejava liberdade. Delicada, ingênua, de alma pura, seu encanto só pode ser quebrado pelo amor verdadeiro, de um príncipe.

No entanto o cisne branco/ princesa, tem uma irmã gêmea, Odile, o cisne negro. Mau caráter, maliciosa, sensual e fascinante, ela seduz o príncipe. O cisne branco é tomado pela dor da traição e se joga de um penhasco…  para finalmente encontrar a liberdade.


Natalie Portman, no papel de Nina, conduz o público a uma atraente viagem, pela rotina de uma bailarina cleptomaníaca, bulímica, esquizofrênica e sexualmente retraída e seus esforços além do que é considerável ideal a saúde tanto física, quanto emocional para qualquer pessoa...

Faz isso por meio da incorporação de ambas as personalidades a do cisne branco e a do cisne negro, até atingir o que entende como a interpretação perfeita e única.


Passa a vivenciar cada fase de sua performance, enxerga no dono da companhia e diretor artístico Thomaz Leroy, um homem ambicioso e egoísta, o seu príncipe (Vicent Cassel) que exige de Nina o desempenho suficiente para vivenciar os dois papéis, e na colega e a amante dele Lily (Mila Kunis) uma rival perigosa.

Este filme retrata o processo dinâmico da própria vida: a oscilação contínua entre pólos opostos, entre alegria e pesar, esperança e temor, exultação e desespero.

Um filme assim, excepcional pela beleza de suas cenas e com um conteúdo Junguiano maravilhoso, ganhador de vários prêmios, merece ser lembrado e visto novamente.

"Só aquele que se dispõe a morrer conserva a vitalidade.
Não será nenhuma alegria, mas um longo sofrimento,
Pois precisas tornar-te teu próprio criador."
(Carl Jung)

1984 - Nineteen Eighty-Four - George Orwell (1984)


Baseado no best seller "1984", de George Orwell
Filme sobre censura, controle social, autoritarismo, lavagem cerebral, ignorância, idiocracia, tortura, indústria do medo, liberdade, lobotomia, guerra, fabricação da verdade...  

“Who controls the past controls the future.
Who controls the present controls the past.”

“Quem controla o passado controla o futuro.
Quem controla o presente controla o passado.”

Em 1984, esse homem teve uma visão. Uma aterrorizante visão sobre o que o mundo pode se tornar antes do fim do século 20. Imagine um mundo sob o domínio do medo...

“Grande, Grande, Grande...”
...um mundo de absoluta submissão, uma contínua vigilância, um organizado controle da informação...

“Morte! Morte! Traidor!”
...e uma guerra contínua...

“Somos as crianças, construtores do futuro”
...um mundo onde o prazer é proibido, onde a linguagem e a história têm sido destruídas sistematicamente e onde as pessoas simplesmente desaparecem.

O visionário foi George Orwell. Ele transformou seu pesadelo no romance futurista mais vendido de nosso tempo. Agora, no devido tempo, seu sucesso se tornou um filme único com elenco de peso. John Hurt é Winston Smith, um homem que se rebela contra o governo implacável, o clássico herói.

“Existem verdades... e existem inverdades...”


“Se você quer uma imagem do futuro Winston, imagine uma bota pisando no rosto humano para sempre.”

Suzanna Hamilton é Júlia, cujo amor por Winston transforma seus sonhos secretos em uma realidade vívida e perigosa.

“Eles não podem entrar em você. Eles não podem invadir seu coração.”

“A polícia não gosta muito da gente.”

E Cyril Cusack é Charrington, habitante de um mundo furtivo, onde nada é o que parece ser...
- Diga-me Winston... Quais são seus verdadeiros sentimentos em relação ao BIG BROTHER (Grande Irmão)?
- Eu o odeio”
- Você deve amá-lo. Obedecê-lo não é o suficiente... Você deve amá-lo.

"Você me perguntou uma vez, Winston, o que havia no quarto 101.
Todo mundo sabe...
O que há no quarto 101 é a pior coisa do mundo."


O mundo está dividido em três Estados: Eurásia, Lestásia e Oceania. Regidos por regimes ditatoriais e que estão em constante guerra. A história acontece na Oceania, onde as pessoas são vigiadas por telas de TV controladas pelo Grande Irmão (Big brother), espalhadas por toda parte.

Com uma política de vigilância e opressão, pregam a negação ao sentimento, a ausência do prazer sexual e intenso processos de lavagem cerebral, principalmente nas crianças, para que sirvam de delatores de possíveis opiniões contrárias às permitidas.

George Orwell, quando escreveu o livro que deu origem ao filme em 1949, já envergava o poder da mídia sobre a população. O filme é uma metáfora perfeita de nossa sociedade. Somos um bando de “carneirinhos”, acreditando nas verdades midiáticas, sendo moldados desde a infância para acreditar e não questionar, seguindo um modelo de sociedade gerida pelos poderosos.

Onde quer que estejamos, podemos ser monitorados, seja pelos sinais de celulares, seja pela internet, seja pelas câmaras de segurança. Nada passa imperceptível.
Winston Smith somos nós, a sociedade. Às vezes agimos racionalmente, tentando diferir a realidade dos acontecimentos, das imposições a que somos submetidos diariamente. Mas, no final, acabamos sendo usados e deixados de lado.

Ficha Técnica:
Lançamento 1984 (1h 53min)
Dirigido por Michael Radford
Com John Hurt, Richard Burton, Cyril Cusack
Gênero Ficção científica 
Nacionalidade Reino Unido

Um Conto Chinês - Um Cuento Chino (2011)



Atores: Ricardo Darín (Roberto), Huang Sheng Huang (Jun) e Muriel Santa Ana (Mari).
Trilha sonora de Lucio Godoy
Dirigido e escrito por Sebastian Borensztein


Em uma localidade chinesa, uma vaca cai do céu e afunda parte de um barco, onde um chinês pediria sua noiva em casamento.
 

Roberto, um vendedor de ferragens, veterano da Guerra das Malvinas, colecionador de notícias absurdas, metódico, um homem que não vê sentido na vida. Há vinte anos vive recluso em seu pequeno mundo, uma vida repetitiva, pacata e sem surpresas. A rotina é sua vida. Apenas aceita que um dia é seguido de outro.
Jun, um chinês, que depois de roubado é atirado de um taxi em Buenos Aires, onde estava a procura de um tio, seu único parente vivo. Não fala nenhuma palavra em espanhol. Apesar das mazelas da vida, traz consigo uma força, uma energia e a certeza de dias melhores.
Mari, uma mulher que vê em Roberto um homem bom e sensível. Apaixonada, não perde a esperança de um dia conquistar o seu amor.

A história gira em torno de Roberto e Juan, que se encontram por obra do destino.
Roberto, ao conhecer Jun, passa a se importar com o rapaz que tanto o lembra: perdido, sozinho e de bom coração. Isto gera uma grande mudança em seus hábitos e em sua vida. Ele não está somente ajudando Jun. Ele está ajudando a si mesmo.

Leve, inteligente, profundo, o filme aborda a solidariedade humana, o amor ao próximo e como podemos nos comunicar, mesmo sem palavras.
O amor é a linguagem universal.

Um filme de imagem e mímicas que nos emociona e nos faz chorar...
...De tanto rir!!!
É um humor que surge de situações inusitadas, que não são necessariamente engraçadas. São os absurdos da vida. É como se o caos tivesse um propósito.


Boa trama, roteiro elaborado, atores competentes e um diretor ciente de seu papel  fez com que “Um conto chinês” se tornasse um dos grandes sucessos do cinema argentino, levando mais de 1 milhão de espectadores aos cinemas. É um desempenho que, definitivamente, não foi ao acaso.

Vencedores do Oscar 2015




Melhor filme estrangeiro: Ida, Polônia

Melhor atriz: Julianne Moore, Para Sempre Alice

Melhor atriz coadjuvante: Patricia Arquette, Boyhood - Da Infância à Juventude

Melhor ator: Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

Melhor ator coadjuvante: J.K. Simmons, Whiplash - Em Busca da Perfeição

Melhor direção: Alejandro G. Iñárritu - Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Melhor roteiro adaptado: Graham Moore, O Jogo da Imitação

Melhor roteiro original: Alejandro González Inarritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo, Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Melhor trilha sonora original: O Grande Hotel Budapeste

Melhor canção original: Glory, by John Stephens e Lonnie Lynn, Selma

Melhor documentário: Citizenfour


Melhor fotografia: Emmanuel Lubezki - Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Melhor desenho de produção: Adam Stockhausen e Anna Pinnock, O Grande Hotel Budapeste

Melhor longa de animação: O Banquete, Patrick Osborne e Kristina Reed

Melhor curta de ficção: The Phone Call, Mat Kirkby e James Lucas

Melhor documentário curta-metragem: Crisis Hotline: Veterans Press 1, Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry

Melhores efeitos visuais: Interestelar

Melhor edição de som: Alan Robert Murray, Bub Asman, Sniper Americano

Melhor mixagem de som: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Melhor cabelo e maquiagem: Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste


O Grande Hotel Budapeste



“A melhor parte de escrever como ofício é que não precisamos nos preocupar em ir atrás das histórias, pois elas vêm naturalmente até nós, basta estar atento e observar.”


A história ocorre durante a década de 1930, na fictícia República de Zubrowka.

Um escritor decide contar a história de como um lobby boy que acaba virando dono do Grande Hotel Budapeste.
 
A partir da história de um senhor que sempre se hospeda neste Hotel, conhecemos os dois protagonistas principais: M. Gustave, concierge do hotel, e Zero, um jovem que procura emprego e um local que possa chamar de lar.

Os dois desenvolvem uma grande amizade, baseada em respeito e cumplicidade. M. Gustave recebe uma herança de uma de suas hóspedes, o que deixa a sua família nem um pouco satisfeita, e é a partir daí, várias histórias vão surgindo, e podemos nos maravilhar com esta incrível Obra de Arte, baseada em situações absurdas que a transforma em uma comédia divertida e irreverente.


Filme inspirado em textos de Stefan Zweig, poeta e dramaturgo austríaco que faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 1942. Mais de 20 de seus livros ou contos viraram filmes. Suas descrições são geralmente muito ricas em imagens, e a maioria de suas tramas parecem terem sido feitas especialmente para o cinema. Em sua autobiografia, o autor chegou a dizer...
“O tempo fornece as imagens, eu apenas acrescento as palavras”.

Elenco

  Ralph Piennes,   F. Murray Abraham,   Mathieu Amalric,   Adrien Brody,   Willem Dafoe,   
 Jeff Goldblum,   Harvey Keitel,   Jude Law,   Edward Norton,   Tony Revolori,   Owen Wilson,   
 Tom Wilkinson  Tilda Swinton,   Léa Seydoux,   Jason Schwartzman,   Saoirse Ronan,  Bill Murray
Ralph Piennes, Tony Revolori, Saoirse Ronan, Jude Law, Edward Norton, Tilda Swinton, Owen Wilson


Direção
Wes Anderson
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